O amor é um cão dos diabos – Bukowski

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O amor é um cão dos diabos. Este é um daqueles livros em que é difícil fazer uma resenha. É um compêndio de poesias de Bukowski. Como toda sua escrita o livro sangra a cultura das ruas, dos bêbados, dos sonhadores. Bukowski, herdeiro do verso livre de Whitman, é um gênio do texto auto-biográfico, sujo, real e bem escrito. Para quem não conhece o escritor, bastante popular atualmente, é possível perceber nos versos e na prosa de Bukowski a noite solitária entre as doses de uísque e cerveja, o cheiro dos cigarros e das prostitutas e da desesperadora condição humana. Mas além disso, percebe-se um homem contra a mesmice e com a capacidade de se adaptar a tudo para poder continuar.

No livro O amor é um cão dos diabos, vários de seus melhores poemas aparecem. O livro mostra poemas desde quando Bukowski era mais jovem e trabalhava para sobreviver até poemas de quando já conseguia viver de sua escrita, ao fim de sua vida.

Bukowski é um de meus poetas favoritos, pelo realismo, pela versatilidade da obra, pela capacidade de sangrar muitos anos no papel e ainda amar a escrita. Dito isso, é mais um livro de poemas que tento apresentar aqui e prefiro, mais uma vez, deixar os versos do próprio autor levar mais leitores para sua obra:

Não se preocupe com rejeições parceiro

fumei 25 cigarros esta noite

e você sabe sobre a cerveja.

o telefone tocou apenas uma vez:

era engano.” (trecho do poema “Para al…” do livro O amor é um cão dos diabos)

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